quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Família

Família > fa.mí.lia
sf (lat família) 1 Conjunto de pessoas, em geral ligadas por laços de parentesco, que vivem sob o mesmo teto, particularmente o pai, a mãe e os filhos.
(Leia mais)

Era uma vez uma família constituída pelo pai, mãe e filho, praticamente uma trindade perfeita, ávida por viver, por viajar, por desfrutar das paisagens ao longo da rodovia, enfim, por percorrer esse mundão de meu Deus na cabine do caminhão que o pai usa para obter o sustento desse grupo definido no parágrafo anterior.
Lindo, não é? Sim, principalmente quando pensamos pela ótica da vida.
Quando essa ótica é suprimida pela da ignorância, do egoísmo e da convicção de que o mal só acontece com os outros, constroi-se uma história de rodovia como a passada hoje numa Unidade Operacional qualquer, numa rodovia sem importância num país vizinho ao Brasil.

Caminhão carregado com 46 toneladas de Arroz, mais o peso próprio de aproximadamente 22 toneladas, mas poderia muito bem ter Peso Bruto Total Combinado (PBTC) de 74 toneladas, que é o limite regulamentado para essa Combinação de Veículos de Carga (CVC - Bitrem 9 eixos). Um tanto "pesadinho" para um corpinho de uma criança de 7 anos suportar quando for atirada para fora da cabine no caso de uma colisão, tombamento, ou ainda uma frenagem brusca, não acham? Então, é isso que pode acontecer com ocupante de um veículo que viaja sem cinto de segurança; não por não estar usando, mas sim por não possuir o veículo o dispositivo, que é equipamento obrigatório.

Espantoso? Sim, grande parte dos caminhoneiros fazem modificações na configuração original do interior do veículo, transformando parte do assento em "cama", por conseguinte, removem também o cinto de segurança que eventualmente seria usado pelo passageiro, mas que agora não tem mais função de existir, já que o banco foi removido. Nada contra a instalação/conversão em cama, pois é tendência de todo ser humano médio buscar o conforto. Só que o que muitos desses motoristas fingem não entender é que a cama é para ser utilizada tão somente quando o veículo estiver estacionado, para seu merecido descanso noturno (às vezes diurno). Dessa forma, quando opta-se por extinguir o banco do passageiro, consequentemente abre-se mão de qualquer possibilidade de transportar passageiro, principalmente por não haver solução/alternativa para realizar a viagem garantindo a segurança.

E foi basicamente isso que motivou um "show" de lamentações neste fatídico dia de fiscalização da PRF. Condutor alegando que sempre viajou com a família naquelas condições e que era um absurdo ser impedido de exercer o direito de ir e vir; esposa reclamando e ironizando o sentido da fiscalização, como se aquela intervenção policial não tivesse propósito significativo; criança vítima da negligência dos pais; policial legalista e consciente da importância do ofício de prevenir acidentes de trânsito e poupar vidas, lavrando auto de infração e aplicando medida administrativa; sociedade ingrata por não gostar de ser fiscalizada pelo tentáculo da administração pública por ela outorgado a agir quando essa mesma sociedade arranjou-se em democracia republicana.

Fim... com choro, mas com vida. Com trabalho cumprido, com histórias contadas sobre vidas poupadas!


Numa relação de pai para filho deve existir necessariamente o amor. Quem ama cuida, quem cuida usa e exige dos filhos o Cinto de Segurança.

PRFoxxx

O sol nasce para todos

O sol nasce para todos, mas só brilha para poucos... já dizia Gabriel, o Pensador!
Não existe (ou não deveria existir) frase mais óbvia na cabeça de qualquer concurseiro. Alguém que não sabe pensar assim, não deveria ter a audácia de começar a estudar, pois correrá sérios riscos de perder tempo/dinheiro ou se frustrar absurdamente.

Concurso não é para quem quer, é para quem está disposto a ocupar um cargo público para servir a sociedade. Costumo falar que quem pensa só no dinheiro ou no status, está fadado ao fracasso; não posso ignorar que, apesar disso ser uma regra, infelizmente há exceções. Dessas exceções prefiro nem tratar agora, pois atribuo a elas todo o estigma do serviço público, que é o estereotipado "funcionário público", coçador de saco, encosto, estorvo, e quaisquer outras características ruins que você possa pensar. (desculpem o linguajar de baixo calão, mas sejamos realistas)
A esse tipo, prefiro deixar o meu desprezo, pois não compensa gastar vela boa com defunto ruim.

Sobre os que se dispõe a ocupar um cargo/função pública por convicção, altruísmo ou ideologia, todo o meu respeito, pois não é fácil para uma pessoa que estudou uma vida inteira, de repente se prestar a exercer um ofício muitas vezes ingrato, ou ainda que carregue um ranço histórico de "trabalho sinônimo de ineficiência", como é o serviço público. Abra-se um parêntese: quem disse que na iniciativa privada tudo ocorre dentro dos conformes? Quem demonstrará que uma estrutura enxuta de uma empresa, por exemplo, de 50 funcionários terá maior índice de eficiência do que a máquina pública colossal de um país continental como o Brasil? É querer demais que o serviço público, sobremaneira o federal, funcione a contento, uma vez que ele é feito por gente; gente que é boa ou ruim de serviço, onde quer que ela trabalhe.

Tende-se a criar uma expectativa de que todo servidor público é, de certa forma, diferenciado, uma vez que para ser efetivo, deverá obrigatoriamente ter passado por um rigoroso teste, que é o concurso público. Aí que vem o X da questão: passar em concurso não é necessariamente uma tarefa completada pelos melhores profissionais ou pelos mais inteligentes. : porque nem todos os "melhores profissionais" tem interesse no serviço público em função dos rendimentos fixos, geralmente menores do que os da iniciativa privada. porque nem todos os mais inteligentes saberão como passar numa prova.

Entrar num certame é mais do que pagar a inscrição e comparecer no dia da prova. Costumo dizer que é como na auto escola: ser aprovado no teste de direção não é garantia de saber dirigir, pois isso só se aprende com o passar do tempo, vivendo, praticando. Passar no concurso é saber como fazer a prova, é conhecer a banca, é saber quais são os propósitos dos examinadores, é não cair nos "peguinhas"!

Dominar o conteúdo não basta. Ter habilidades diversas, cultura ampla, ser aplicado nos estudos, ter preparo psicológico e estar bem fisicamente na ocasião de realização da prova são requisitos cruciais na aprovação. Muito além disso, várias outras características são essenciais na tarefa e não tenho propriedade para discorrer sobre elas, mas posso afirmar que de um universo de atributos essenciais ao concurseiro, poucos tem sido trabalhados a contento por uma pequena parte dos candidatos e é isso que tem levado à aprovação dos nem sempre "melhores" para ocupar os cargos. O que quero dizer com isso? O candidato pode se sentir apto para o cargo, imaginar que "nasceu para aquilo", mas na hora H, quem preencherá a vaga é um concorrente não tão "apto" para a função, mas que foi melhor no que se propôs: fez prova melhor e "ganhou" a vaga!

Trazendo para o caso concreto, obviamente que ninguém nasce com o dom de ser polícia, mas no dia-a-dia a gente vê quem "serve para o trabalho" e quem não tem muita aptidão para a coisa. Habilidades se desenvolvem, mas estar afinado com o ritmo do trabalho e execução da atividade não é para todos. Os que não são muito "afins" com a tarefa, certamente não serão rejeitados ou mesmo menosprezados, mas se pudéssemos ter um quadro efetivo composto só com policiais de verdade¹, talvez funcionássemos melhor como órgão, ou melhor, otimizássemos a prestação de serviço para a sociedade. Com um pouquinho mais de presunção: fôssemos exemplo para outros órgãos...

Por fim, o que digo sempre: se quer entrar pelo dinheiro ou pelo status de portar uma carteira funcional e andar armado, sugiro que nem tente. A PRF precisa de policiais, não de atores ou personagens de Fantástico Mundo de Bob. Serviço policial é realidade; ao mesmo tempo que é vida, pode ser morte; com isso não se brinca. Andar armado e lidar com trânsito/criminalidade, exige pés no chão, coragem e disciplina.

Aviação PRF/DOA Divisão de Operações Aéreas - Brasília/DF

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¹ - Policiais de verdade: esqueça o "Rambo". Para mim quem executa a tarefa prezando pela sua segurança e da equipe, sem ostentar um rótulo ou carregar brevês pendurados no uniforme, trabalhando com humildade e eficiência é um policial de verdade.


PRFoxxx

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Summer X-Games 2013 - Brasil

Quem vê a foto abaixo se pergunta: o que faz uma viatura PRF dentro do Parque Nacional do Iguaçu, em meio à realização dos Summer X-Games/Brasil 2013?

Respondo: uma das menores rodovias federais d Brasil a BR-469 é uma rodovia federal que inicia-se ainda no perímetro urbano de Foz do Iguaçu, na aduana argentina (próximo à Ponte Tancredo Neves) e termina nas Cataratas do Iguaçu, tendo aproximadamente 19 Km de extensão; quase sua totalidade está contida no Parque Nacional do Iguaçu.

Isso posto, nada mais razoável do que haver fiscalização da Polícia Rodoviária Federal, que participou inclusive, da realização desse evento desenvolvendo plenamente suas atribuições legais, mostrando mais uma vez que é uma polícia de excelência e está preparada para os grandes eventos da década, como Copa das Confederações, Jornada Mundial da Juventude, Copa 2014 e muitos outros que virão por aí.


PRFoxxx

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Continência

Estava eu num belo dia de sol a fiscalizar o trânsito num trecho qualquer de uma rodovia federal qualquer num estado desse país fictício que faz fronteira com o Brasil e com o Pará, quando ao passar por mim um motociclista ergue seu braço direito (absurdamente soltando a direção de sua motocicleta) e toca o capacete com a ponta dos dedos num sinal de continência.
Não raro é o gesto, que pouco tempo depois, de dentro da cabine de seu caminhão, um senhorzinho ergue seu braço, agora o esquerdo, e toca a fronte com a ponta dos dedos, ocasião em que esboça um sorriso.

Entre uma continência e outra, vários veículos passam sem que ninguém acene; uns outros poucos levantam sutilmente a mão cumprimentando, mas o que chama a atenção mesmo é a supracitada saudação militar, empregada até então por civis comuns, que entendo não terem obrigação alguma de saber que ela é empregada somente no meio militar e, por eliminação, não à PRF pelo simples fato de sermos uma polícia de caráter civil (ainda que alguns queiram militarizá-la).

Há de se compreender que esse produto da ignorânica (ignore o sentido pejorativo) das pessoas tem somente conotação positiva, que é cumprimentar aquele "guarda" que está ali cuidando do trânsito (somente autuando, como muitos preferem pensar), como uma questão de respeito, mas acaba sendo engraçado quando estamos do lado de cá e seguimos pela linha de raciocínio de que grande parte da sociedade imagina que "polícia é tudo igual"; não sabem discernir as diferentes forças de segurança pública no seguinte arranjo:

- Forças de Segurança Pública Federais: Polícia Rodoviária Federal (Executivo) e Polícia Federal (Judiciária)
- Forças de Segurança Pública Estaduaus: Polícia Militar (Executivo) e Polícia Civil (Judiciária), analogamente.

Observação aqui referente à Força Nacional de Segurança, que é um grupo paralelo composto preponderantemente por Policiais e Bombeiros Militares destacados de todo o Brasil. Não existe como força de segurança pública na Constituição Federal nem tem delineadas suas atribuições e competências, apesar de muitos discordarem.

Voltando ao que é sério e com seriedade deve ser tratado, veio à cabeça um questionamento: há uma deficiência de identidade da Polícia Rodoviária Federal?
Uma polícia que usa farda, e nisso se aproxima da ideia militar, mas que ao mesmo tempo carrega um nome de Polícia Rodoviária Federal, entendida por grande parte da massa leiga como se um "batalhão" rodoviário da PF fosse, tende a causar uma confusão conceitual que prejudica e muito a consolidação da imagem dessa importante força de segurança.

Para ser mais claro, a legislação delineadora das atribuições/competências (leia mais) prevê espectro muito mais amplo do que o simples "patrulhamento" de trânsito, o que implicou ainda na mudança da designação de seus servidores de patrulheiros para policiais há vários anos (Leia mais: Dec. 1655/95), mas ainda assim ouvimos todos os dias o enunciado "sr patrulheiro".

A passos curtos e lentos caminhamos para a fixação do binômio PRF - 191, estabelecendo para com a sociedade ainda a concepção de "polícia cidadã", prestando serviço com eficiência e profissionalismo.

Continência para quem merece, pois é assim que tem que ser, que o diga o garotinho abaixo. Não deixe de assistir; não tem como não se emocionar. Lembrou meus tempos de criança, quando ao ouvir o ruído ao longe, corria para a janela para ver a tropa do Tiro de Guerra municipal passar na tradicional "corridinha mixuruca" matinal.



Leia mais sobre a continência em Wikipédia e Brasil Escola

PRFoxxx

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sonho em 2 rodas: HD 1600cc

Que tal viajar um pouquinho, leitor?

Entendo quase nada de mecânica de motos, praticamente o mesmo tanto que sei pilotar, mas não me furto em "viajar looonge" e me imaginar numa dessas.

Confesso: sou fã! Onde quer que me depare com uma, paro e tiro foto. Nunca tive sequer o prazer de ser fotografado numa delas, mas sempre tenho a imagem projetada na mente.

É fascinante, é letal. Concomitantemente ao sonho, há o pé no chão, há a ciência de que o trabalho com motos, seja ele no motociclismo policial ou como escolta/batedor, é extremamente perigoso e já provocou muitas tragédias, infelizmente.

Mas como não estamos aqui para viver de lamentação, sejamos felizes apreciando essas 2 belas máquinas Harley Davidson 1600cc da PRF.

Para quem pretende ingressar nos quadros da Polícia Rodoviária Federal e almejam um dia pilotar uma dessas, fica a foto como uma provocação saudável.


PRFoxxx

Microconto #3

"Era uma vez num país qualquer cujo nome começa com a letra "F" (pensemos em França), cuja polícia ostensiva de nível federal que trabalha nas rodovias é chamada de PRF - Polícia Rodoviária da França (...)"

Ops, esse trecho é exatamente o correspondente à publicação Microconto #2, seu guarda!

Exatamente, esperto leitor. Como diziam no Curso de Formação Profissional: NADA MUDOU!!!

Mais um plantão em EUquipe e a deprê me assola nessa madrugada fria (ops, esqueci que aqui não faz frio) num plantão solitário, ou quase. A história se repetiu, a chefia "descolou" novamente um audaz "guarda patrimonial francês" (o mesmo da publicação anterior), a reza brava "comeu solta" ao longo do plantão para que acidentes não acontecessem (e não aconteceram), litrinho de energético (que faz um bem danado para a saúde) e só posso arrematar com:

"Não tem efetivo, não tem foto na publicação, também não tem autor. Se tem fim? Não sei, só sei que foi assim."

Ráaa, ainda não nos venceram: hoje tem foto e vídeo de uma apreensão da PRF/MT. (Leia mais em Terra)
De resto, tudo na mesma... só sei que foi assim!


MT: PRF apreende US$ 2 milhões escondidos em estepe de caminhonete
Link para o vídeo feito no momento da apreensão: Youtube - PRF apreende US$ 2 milhões em MT - 16/04/2013

PRFoxxx

terça-feira, 16 de abril de 2013

Trabalhar é (mesmo) preciso (?)

Estava aqui a ler o Blog Dentro da Viatura, mais precisamente uma publicação de título "Trabalhar é Preciso" (26/03/2013), e mais uma vez resolvi fazer ilações comigo mesmo: será que aquele título tem fundamento?

Para um sonhador bobo que acordava cedo nas manhãs de 07 de Setembro religiosamente todos os anos com um único propósito, que era ver na TV o desfile cívico com o antigo CMC/PRF - Corpo de Motociclistas Central da Polícia Rodoviária Federal, a título da publicação faz muito sentido¹.

Como assim? Explico.

A partir do momento em que qualquer vivente "se entende por gente", ele forma convicção de que se realizar na vida é fazer o que gosta e ganhar bem para isso. Esmiuçando: de sonhador na frente da TV quando criança, hoje sou um PRF; ganho razoavelmente bem (poderia ser melhor dado o risco e responsabilidade do serviço) para viver com o mínimo necessário à realização dos meus anseios como ser humano.

Presumindo-se que quem trabalha fazendo o que gosta (no meu caso: eu amo) tem melhor rendimento/aproveitamento, acaba-se chegando à lógica de que "trabalhar é preciso", não só por uma exigência legal (não prevaricar), mas acima de qualquer coisa, uma satisfação pessoal. Nem vou considerar aqui que sou um Workaholic, pois isso distorceria o raciocínio do leitor achando que é comum ser "tarado" pelo serviço da pista (rodovia); eu sei que estou fora da média no sentido de "empolgação" com o trabalho. Pudera eu contagiar todos os colegas com esse ânimo de fiscalizar, prender, apreender, autuar, atender acidente (infelizmente), auxiliar os usuários da via e cumprir todas as competências que a legislação prevê para o cargo, mas como eu já disse antes, há forças ocultas no serviço público que dificultam e até mesmo impedem que seus servidores trabalhem de forma otimizada (o que deixa inclusive perdurar o ranço histórico de que servidor público não trabalha).

Ainda nessa linha de raciocínio, parte-se para a negativa da resposta do primeiro parágrafo: não faz sentido². A partir do momento em que os recursos (humanos e materiais) são escassos, a legislação pende sempre para a punição do agente da lei como forma de mitigar erros históricos e a imprensa tem isso como um "prato cheio" para manipular a opinião pública, colocando toda a sociedade contra a polícia, não haverá uma viv'alma sequer que se disponha a trabalhar dando o máximo sabendo que está no fio da navalha. O policial quando acerta: "não fez mais que sua obrigação"; quando erra é crucificado; independente de ter acertado toda uma vida, esse erro, por mínimo que seja, pesará para sua condenação sumária e irrevogável.

Saindo da filosofia e voltando aqui para a realidade, não há palavras para descrever a insatisfação que é chegar para assumir o serviço/plantão e perceber que está sozinho. Sim, não estou falando de exceção, mas da realidade de muitas unidades operacionais Brasil afora em que o número de policiais para cumprir plantão é insuficiente.

Ignoremos agora a escassez e a má gestão dos demais recursos e falemos somente da parte de pessoal. É inadmissível ter 1 ou 2 PRFs para operar 24 horas em uma Unidade Operacional/Posto, independente de onde ele seja ou quão pequeno o fluxo esteja. Não há a mínima possibilidade de fiscalizar, atender acidente, investir em ocorrências de criminalidade ou prestar auxílio a contento para os usuários da via estando com equipe reduzida.

Partindo para o lado financeiro da coisa, que é nesse ponto em que se atinge as instâncias gerenciais do governo, não é preciso apresentar uma conta complexa para ver que um PRF é rentável aos cofres públicos. Cada acidente evitado ou cada auto de infração gerado... Cada arma apreendida ou quantidade de droga que deixa de chegar no seu destino... Esses fatores não podem e não devem ser negligenciados para chegarmos a uma conclusão de que o gasto com um plantão bem sucedido (sem acidentes ou com ocorrências resolvidas) não é custo, é investimento!

Por que então o governo não provê o órgão de servidores e permite que esses servidores trabalhem com o mínimo razoável de recursos? Essa pergunta precisa ser respondida pelas instâncias gerenciais, pois estão fora da nossa alçada.

Ainda em relação à resposta do primeiro parágrafo, que para mim era "faz muito sentido¹", noutra ótica percebe-se que para o governo não faz sentido². Às vezes podemos chegar à conclusão de que não é interessante no Brasil termos órgãos que funcionem, como a PRF. Apesar dos pesares, fazemos muito com o pouco que temos, imagina se fôssemos maiores?! Se pelo menos o efetivo fosse próximo ao mínimo plausível?! É, ia ser um estrago! Íamos "incomodar" muita gente... Mas enquanto quem tá se incomodando são só os carregadores de piano da pista, "tá tudo bem".

Hora que o calo aperta e os relatórios que chegam na mesa do Sr. Ministro da Justiça não apresentam números a contento, é hora de fazer uma reuniãozinha para apertar o efetivo cobrando mais "aplicação", mais "afinco", mas "motivação". Tá, e isso vai vir de onde, do "além"?

Contrapartida! Se já não temos o devido reconhecimento da sociedade (que acredita que somos o Batalhão Rodoviário da Polícia Federal), que pelo menos nos dêem como esmola recursos humanos e materiais. Acho que não é pedir demais... Se no fim das contas nem isso nos restar, façam concursos de remoção interna justos e deixem que fiquemos perto de nossas famílias, pelo menos assim teremos ombro amigo para desabafar as frustrações.

E se ainda tem alguém aí se perguntando: "se está tão ruim assim, por que não pede para sair?". A resposta é: a frase do Capitão Nascimento é na ficção. Aqui onde o sonho virou realidade, isso não se aplica. Não foi fácil para entrar, mas não se pede para sair de um sonho que ainda não acabou (e só ocorrerá com a aposentadoria compulsória, se Deus quiser).
Ser PRF não é para quem pode nem para quem ($ó) quer, é para quem tem no sangue a vontade de mudar a sociedade para melhor. Estamos aqui para fazer a diferença e faremos!


PRFoxxx